Jesus viveu num país dividido politicamente, sob o domínio do Império Romano. Havia grupos que colaboravam com Roma e grupos que queriam expulsar Roma à força. Mesmo assim, ninguém conseguiu encaixar Jesus em nenhum deles. Talvez esse seja o melhor ponto de partida para pensar a pergunta que tanta gente faz hoje.
Os “partidos” do tempo de Jesus
Na Judeia do primeiro século havia vários grupos com visões diferentes sobre religião e poder:
- Fariseus: zelosos pela lei e pelos costumes, muito respeitados pelo povo.
- Saduceus: a elite do templo, próxima do poder.
- Herodianos: apoiavam a dinastia de Herodes, aliada de Roma.
- Zelotes: defendiam a revolta armada contra os romanos.
- Publicanos: cobravam impostos para Roma e eram vistos como traidores.
Agora repare em quem Jesus escolheu para andar com ele. Entre os doze discípulos estavam Mateus, o publicano, que trabalhava para Roma, e Simão, o zelote, que queria Roma fora do país (Mateus 10:3-4 e Lucas 6:15). Dois homens de lados opostos, na mesma mesa, seguindo o mesmo Mestre.
Quando tentaram colocar Jesus num lado
Os opositores de Jesus prepararam uma armadilha política. Perguntaram se era certo pagar imposto a César. Se ele dissesse sim, perderia o povo. Se dissesse não, seria acusado de rebelião.
Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.
Mateus 22:21
Em outro momento, depois da multiplicação dos pães, a multidão quis fazê-lo rei à força, e Jesus se retirou sozinho para o monte (João 6:15). Diante de Pilatos, ele foi claro: “O meu reino não é deste mundo” (João 18:36).
Jesus não fugiu das questões públicas, mas também não aceitou ser usado como bandeira de um grupo.
O que Jesus defendeu
Quando lemos os Evangelhos com atenção, vemos um Jesus que:
- anunciou boas novas aos pobres, liberdade aos cativos e restauração aos doentes (Lucas 4:18);
- chamou as pessoas ao arrependimento e a uma vida de santidade (Marcos 1:15);
- ensinou sobre o casamento como aliança entre homem e mulher diante de Deus (Mateus 19:4-6);
- confrontou a hipocrisia dos líderes religiosos (Mateus 23);
- acolheu quem a sociedade desprezava, como a mulher samaritana e os publicanos (João 4 e Lucas 19);
- mandou amar até os inimigos (Mateus 5:44).
Cada lado da política hoje costuma se reconhecer em uma parte dessa lista e esquecer da outra. Jesus não cabe inteiro em nenhum programa de governo. Ele chama todos, de qualquer lado, a se render a ele.
E todo evangélico é de direita?
Muita gente pesquisa se todo evangélico é de direita, ou se ser cristão obriga a apoiar este ou aquele político. A resposta honesta é que não. Existem evangélicos que pensam de formas diferentes sobre economia, sobre o papel do Estado e sobre muitos outros temas, e todos podem amar a Jesus de verdade.
O que une a igreja não é uma posição política, é uma pessoa: Jesus Cristo. Quando a identidade política fala mais alto do que a identidade em Cristo, a igreja corre o risco de virar uma torcida, e não um corpo.
Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
Gálatas 3:28
Perguntas para refletir
- Eu sigo Jesus como ele é, ou como o meu grupo político diz que ele é?
- Existe alguma parte do ensino de Jesus que eu ignoro porque incomoda as minhas opiniões?
- Eu trato com amor o irmão que vota diferente de mim?
- A minha esperança está em Cristo ou num político?
Jesus era de direita ou de esquerda? Talvez a pergunta que ele faria de volta seja a mesma que fez aos discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mateus 16:15).
Venha conversar sobre isso com a gente
Se essas perguntas mexeram com você, não carregue isso sozinho. Na Igreja do Evangelho Pleno em Cristo você encontra gente que também está aprendendo a viver a fé no dia a dia, inclusive na hora de votar.
A sede fica na Av. Mutinga, 1509, em Pirituba, com culto seis dias por semana, e são 19 congregações em São Paulo e Minas Gerais. Veja a mais perto de você ou assista ao culto ao vivo. Para conversar com um pastor, chame no WhatsApp (11) 99657-1225.
Perguntas frequentes
Jesus se envolveu com política?
Jesus tratou de temas que afetavam a vida pública, como impostos, justiça e o cuidado com os pobres, mas recusou ser usado por grupos políticos. Ele disse: “O meu reino não é deste mundo” (João 18:36).
Todo evangélico é de direita?
Não. Há evangélicos com posições políticas diferentes. O que une a igreja é a fé em Jesus Cristo, e não um lado político.
O que significa “dai a César o que é de César”?
É a resposta de Jesus em Mateus 22:21 sobre pagar impostos a Roma. Ele reconhece os deveres do cidadão, mas lembra que a vida inteira pertence a Deus.
A Igreja Pleno em Cristo diz em quem votar?
Não. A IEPC não indica candidato nem partido. O papel da igreja é ensinar a Palavra para que cada pessoa decida com consciência, em oração.
